Como o dízimo ajuda a Igreja?

15.Agosto.2019
 

Você que é dizimista ou tem vontade de ser, sabe o real sentido do dízimo?
O dízimo é muito mais que dinheiro destinado à igreja, mas uma oferta de amor que agrada o coração de Deus! 

Ele tem um grande papel para manter a igreja. Quer saber como? Confira neste texto! 

A experiência do dízimo é uma das formas de nós, cristãos, sentirmos o amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós. O apóstolo Paulo nos diz em 2Cor 9,7, que “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento”. Ou seja, o dízimo é uma oferta que vem do coração, sem nenhuma tristeza de estar ofertando aquilo que Deus te providenciou. 

O dízimo é um gesto de amor, gratidão, fé, partilha, e, sobretudo, agradecimento a Deus. 
Geralmente o valor do dízimo que se é ofertado à igreja é a “décima parte”, ou seja, dar 10% de seus ganhos a Deus. Neste caso, por exemplo, se você ganha 1 real no mês, você devolveria 10 centavos à igreja. Se você ganhar 1000 reais, devolveria 100 reais em seu dízimo à igreja. O dízimo representa a devolução de pouco do muito que recebemos de Deus.

Mas lembrando, Deus acolhe a oferta do seu coração. Aquilo que você conseguir devolver de bom grado e com o coração cheio de amor. Por isso, não há de fato uma regra a ser cumprida, mas sim um agir de forma justa em gratidão a Deus e em zelo pela comunidade.

Mas afinal, você sabe em que é investido o dízimo?

O dinheiro que é investido no dízimo serve para realizar diversas atividades dentro de uma paróquia. Dentro da igreja, a pastoral do dízimo tem um tem um papel fundamental. Assim como nas nossas casas, todos precisamos de água e luz, assim é também na igreja, boa parte do dízimo serve para o pagamento de contas e manutenções em geral.

Sempre há algo novo a se fazer, seja a troca de um equipamento de som, um banco na igreja, ou uma vela para o altar. O dinheiro do dízimo nunca é usado em vão! 

Sabe aquela reforma em casa que quando vê pesa no orçamento? Para as igrejas também sai pesado esse orçamento. Geralmente, o dízimo também é investido na infraestrutura das comunidades, gerando mais segurança e conforto para os fiéis. 

A arrecadação do dízimo também ajuda a construir e equipar novas salas de catequese para crianças e adolescentes trazendo uma melhor estrutura, com tecnologia e possibilitando uma melhor evangelização das crianças.  

Uma parte do dízimo é separada para ajudar aqueles que precisam, mas como assim? Através desse dinheiro são feitas cestas básicas para famílias carentes.  


No documento Evagelii Gaudium, escrito pelo Papa Francisco, em 2015, ele recorda a importância de não deixarmos o dinheiro governar as nossas vidas. “O dinheiro deve servir, e não governar!”. Francisco ainda ressalta que ama a todos, ricos e pobres, mas tem a obrigação, em nome de Cristo, de lembrar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promovê-los. 

Assim como disse o Santo Padre devemos aplicar essas palavras em nossas comunidades e saber que sempre haverá um motivo justo para o uso do dízimo. Embora ele seja recebido para o sustento de uma comunidade, ele pode e deve ser partilhado com outra comunidade mais necessitada. O principal objetivo do dízimo é ajudar os outros, no sentido material e espiritual, proporcionando uma melhor experiência da vivência da fé. 

Parte do dízimo é destinada a projetos missionários 

Uma grande curiosidade sobre o dízimo é que boa parte também é destinada para projetos missionários dentro e fora da paróquia, que tenham o objetivo da evangelização. Geralmente os projetos envolvidos são missões populares, que ocorrem dentro das comunidades. 

Dízimo como desapego material

O dinheiro é um dos grandes obstáculos para mergulharmos em uma experiência profunda com Deus. O dízimo é um desafio que Deus faz cada um de nós, que somos cristãos. Para esse desafio é preciso passar por cima de todo egoísmo e ganância. Como diz em Lucas 16,13: “Nenhum servo pode amar a dois senhores; ou há de odiar a um e amar a outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. 

Deus faz uma promessa a cada um de nós, em Malaquias 3,10, de que se o dízimo for pago integralmente “Vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário". 


Ou seja, a entrega do dízimo é um ato de desapego. Se desapegar de todo mundo material e oferecer o seu coração ao próprio Deus. 

Oferta x Obrigação
Quantas vezes você já se parou para perguntar se o dízimo que você oferta realmente é com amor? Deus não quer um ato de obrigação, mas sim gestos concretos de amor e generosidade, ofertando a sua vida.  


Em diversas passagens, a bíblia narra sobre o dízimo e sua importância. Como em Gn, 14, 17-20, quando Abrão dá o dízimo a Melquisedeque, o sacerdote do Deus Altíssimo, em gratidão pela vitória conquistada. Ou seja, o dízimo que Abrão dá é um ato espontâneo, demonstrando gratidão a Deus pela vitória. 

Entregar o dízimo é um ato de agradecimento a Deus. O Senhor enxerga esse ato como bondade de nossa parte, e agradecimento por todos os bens materiais recebidos, graças alcançadas e saúde.

Lembre-se: “Deus ama a quem dá com alegria”, 2Co 9,7. E de fato, se ofertamos com todo o nosso coração a Deus os nossos bens, com toda certeza Ele olhará com bons olhos. 

Um grande santo da igreja, Afonso de Ligório, disse uma frase marcante para compreendermos a vontade de Deus em nossas vidas: “Não encontramos melhor maneira de servir a Nossa Senhor Jesus Cristo do que abraçando sua santa e amável vontade”. 

Que possamos abraçar a vontade de Deus em nossas paróquias, observando pela oferta do dízimo o real sentido: o servir. Deus quer um coração disposto a se desapegar dos bens materiais e ofertar com o coração sincero. 

 
 
 
 
 
 
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