Quer saber como formar a Pastoral do Dizimo? Confira as dicas!

03.Dezembro.2018
 

A Pastoral do Dízimo tem uma grande missão dentro da Igreja. É ela que reúne a contribuição voluntária de cada paroquiano, a fim de organizar a manutenção da vida da paróquia. Além disso, é responsável por anunciar esse compromisso e ensinar a importância do dízimo.

Como, então, ter pessoas dentro dela que tornem essa missão possível e saibam como conduzi-la? Como criar essa pastoral e dar a formação adequada para que os membros possam atuar de forma a acolher, se comunicar e se aproximar dos paroquianos e dizimistas? E ainda, quais estratégias podem ser utilizadas e qual o papel de cada membro nessa pastoral tão vital para a manutenção dos recursos da Igreja?

Para ajudar a responder todos esses questionamentos e auxiliar na formação da pastoral do dízimo, separamos abaixo algumas dicas de como conduzir cada etapa desse processo. Confira:

#1 Captação de pessoas

Assim como para qualquer outra pastoral, em primeiro lugar, é necessário ter pessoas que se disponham voluntariamente a auxiliar em sua construção.

A decisão de instituir e propagar a necessidade de formar uma pastoral do dízimo é comum na Igreja, e pode ser divulgada nos avisos nas missas pelo padre, nos avisos na secretaria, pelos meios de comunicação da paróquia e até mesmo pessoalmente entre os paroquianos. Fazer esse convite faz toda a diferença para que as pessoas se sintam chamadas a essa missão.

De qualquer forma, uma pessoa deve começar esse processo (pode até ser designada pelo padre), espalhar a necessidade de ajuda e iniciar a pastoral.

#2 Formação

Para que os membros da própria pastoral adquiram propriedade ao falar do dízimo, evangelizar por meio dele e ensinar sobre sua importância, é necessário que eles mesmos passem por formações. 

A formação pode ser realizada por um membro com mais experiência; pode ser realizada pelo próprio padre; pela instância diocesana, por indicações de leituras ou até mesmo por meio de um documento que reúna tópicos como: o que é dízimo, qual a missão da pastoral do dízimo, o que a Bíblia diz sobre o dízimo, quanto se deve devolver no dízimo e ainda outros tópicos relevantes sobre o assunto para clarificar os temas e questionamentos que o permeiam.

O agente iniciador da Pastoral pode voluntariamente se dispor a construir esse material e compartilhar com os demais do grupo, a fim de que todos adquiram uma formação no mínimo básica sobre o assunto.

#3 Estrutura básica e funções

É muito importante que se estabilize um sistema de arrecadação de dízimo e que cada membro tenha um papel para as funções não ficarem desorganizadas e isso impacte no levantamento de relatórios. Ter uma pessoa com noções administrativas/financeiras é bem importante para o sucesso das iniciativas nesta pastoral também. Além disso, estabelecer objetivos, dentro de um planejamento, e metas faz toda a diferença para que todos os membros estejam sempre atentos ao mesmo foco e forma de atuar.

Por exemplo, deve-se ter o coordenador, que é o responsável por orientar os demais membros e reunir todas as informações do que foi arrecadado mês a mês no dízimo para o repasse à secretaria/financeiro da paróquia. Além dele, deve haver os agentes que recolhem as devoluções e reúnem o dinheiro já fazendo uma pré-contagem e registrando os números, esses devem se revezar a cada semana para equilibrar a função. Além disso, essa frente é muito importante, pois é ela quem tem mais contato direto com cada dizimista, então, até a postura com que se comunica é muito importante, principalmente neste grupo, de forma acolhedora e evangelizadora sempre. 

Há também os que devem controlar o cadastro de dados de cada dizimista e acompanhar quais já efetuaram a devolução mês a mês, essa equipe deve se manter próxima à equipe responsável por ativações, lembretes e ações desenvolvidas para envolver e manter a proximidade com o dizimista e novos dizimistas também. A equipe de ativações pode, por exemplo, realizar pequenas iniciativas, como enviar um cartão de aniversário ao dizimista na respectiva data da comemoração, um cartão de natal, ações de conscientização, celebração e motivação, entre diversas outras. Isso fortalece a proximidade e ajuda no reconhecimento aos que assumiram um compromisso com a Igreja.

Em resumo, de forma ideal, devem haver em torno de no mínimo 7 membros na pastoral do dízimo para que ela tenha fôlego para dar conta de todos os aspectos condizentes com sua função, mas quanto mais pessoas forem voluntárias, melhor, para que os agentes possam ir ao encontro das famílias do território paroquial.

#4 União do grupo

Muitas vezes, em diversas pastorais, o tempo que se destina a realizar as funções respectivas pode acabar ocupando o espaço de Deus entre os membros. Se cumprem as funções, mas perde-se o foco de Deus nas suas realizações.

Por isso é muito importante também que sejam propiciados momentos de oração e confraternização em grupo, independente da função da pastoral. Também é importante fomentar não só a união entre os membros do grupo, mas também da pastoral do dízimo às demais pastorais, catequese, lareira, grupos de família... Isso promove a união, e contribui para que o trabalho seja cada vez mais em equipe e se fortalece a parceria entre as pessoas. Além do que, o principal, ajuda a manter Deus no centro de todas as ações que forem realizadas, relembra o propósito fundamental dos trabalhos.

#5 Uma pastoral que se preocupa não só com os recursos, mas com os dizimistas 

É importante ressaltar que assim como as demais pastorais trabalham para as pessoas (Catequese, cuida das crianças; Lareira, dos casais; Grupos de famílias, de famílias; Grupo de jovens, dos jovens...), a Pastoral do Dizimo também!

Ao contrário do que se imagina, que ela cuida do dinheiro, ela se preocupa e muito com os dizimistas, em cuidar deles.
Desta maneira, por exemplo, quando um dizimista deixa de contribuir, é recomendável ter uma atenção especial e se aproximar ainda mais para entender a situação desconhecida. Fazer uma visita, saber se a pessoa/família está passando por dificuldades, se há alguém desempregado por exemplo... E, se sim, uma ideia para ajudar nessas horas, pode ser levar uma cesta básica, ou apoiar de alguma forma. Isso fortalece ainda mais a união, dá respaldo a quem precisa hoje, que pode ajudar a igreja que precisa amanhã. Conquista o fiel, que com certeza, quando se recuperar financeiramente, voltará contribuir com muita alegria.


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